LARANJEIRAS um "Muséu a Céu Aberto"

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Museu A Céu Aberto VI

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DA PALHA DA CANA ATRAVÉS DA HISTÓRIA

Há quem critique o nosso movimento, o Movimento Anti Palha da Cana, por considerá-lo muito preso às questões históricas, quando há no presente tanta coisa a ser apontada, denunciada ou criticada, porém, a nosso ver, esse papel seria mais apropriado, adequado aos representantes legitimamente eleitos pelo povo, os vereadores, para exercer e desempenhar essa função de observar, fiscalizar e propor soluções - uma oposição legalmente constituída.
O fato é que, durante todo o domínio da Palha da Cana, nunca houve na Câmara de Vereadores da Nossa Cidade uma oposição significativa que tivesse o poder de mudar ou fazer frente ao estabelecido em Laranjeiras. A câmara dos vereadores sempre foi aliada do prefeito. O domínio da Palha da Cana reprimiu o conflito, o confronto, o contraditório que é próprio de uma sociedade democrática, e como disse o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues: TODA UNANIMIDADE É BURRA. Então, aqui em Laranjeiras essa unanimidade é burrice, conveniência ou as duas coisas juntas? Por isso, é que temos afirmado que a Câmara de Vereadores é constituída de “MUCAMOS DA PALHA DA CANA”.

Sustentar um movimento com base na crítica vazia e no “denuncismo” é correr o risco de malhar em ferro frio, que nem mobiliza nem transforma. Não é a intenção deste movimento criticar este ou aquele gestor, e sim, o seu o modelo de ação política, que já está fatigado e superado, diante das demandas do município por mais responsabilidade social, transparência, respeito ao interesse coletivo sobre o individual, pois as decisões políticas estão sempre visando o atendimento ao interesse individual do eleitor ou do candidato.
Citemos alguns exemplos da responsabilidade social assumida pela palha da cana através da sua historia:
1. Transformar a prefeitura num dispensário para “pseudos desvalidos”, como ficou bastante evidente no inicio da atual gestão, quando, sobretudo, mulheres com crianças se aglomeravam dentro do prédio da prefeitura buscando um contanto pessoal com a gestora, sendo que a municipalidade já dispunha órgãos ou agencias públicas adequadas para tratar de questões sociais.
2. Idem, idem com relação às residências dos políticos quando estas se tornam centro de romaria de eleitores buscando vantagens pessoais em troca de promessa de voto, notadamente no período que antecede as eleições.
3. Distribuir presentes de baixa qualidade durante a SEMANA DA CRIANÇA e/ou NATAL, às crianças consideradas “carentes”, presentes que seguramente nenhum político daria a seus filhos ou afilhados.
4. Distribuir peixes fartamente durante a Semana Santa como se fosse o máximo de generosidade pessoal, mas com o dinheiro público. O único membro da palha da cana, sem mandato político na época, que fez generosidade com dinheiro do próprio bolso foi João da Varzinhas na enchente de 1956, quando matou a fome dos desabrigados famintos.
5. Desrespeitar e ignorar sistematicamente os direitos sociais dos trabalhadores da prefeitura de Laranjeiras:
a) Contratar e dispensar à conveniência do gestor.
b) Não pagar os direitos sociais daqueles trabalhadores destituídos de seus cargos em conseqüência do concurso na gestão de João da varzinhas.
c) Não pagar o décimo terceiro salário aos trabalhadores da prefeitura em 1996.
d) Manter sistemático arrocho salarial, embora a renda municipal seja uma das mais altas do estado.
Em fim, a prática política da Palha da Cana embora de conhecimento público não tem característica de responsabilidade social, pois, são, sobretudo, ações pontuais visando interesse individual, particular do político, do eleitor ou a conservação do poder, em detrimento do interesse público social ou coletivo.

Há outras questões de interesse coletivo que necessitam ser pautadas e que requerem atendimento como:
·           A destinação do lixo do município; a necessidade de uma política de coleta seletiva que favoreça a preservação do meio bem como a geração de emprego e renda;
·           Um programa efetivo de educação ambiental, na rede escolar municipal, para favorecer a formação e educação dos futuros cidadãos laranjeirenses. 
·           A recuperação da mata ciliar e a contenção do assoreamento de rios e córregos que constituem a bacia hidrográfica do município; como por exemplo, a nascente dos caianos.
·           A questão da construção matadouro municipal de Laranjeiras;
·           A política de saúde de prevenção de zoonose e controle de animais vadios na cidade;
·           A realocação da FEIRA LIVRE ainda NA PRAÇA DO MERCADO que já não a comporta pela sua extensão;
·           A instituição do serviço local de trânsito, o qual segue sem controle em face da quantidade de veículos circulando no município, pedestres, ciclistas e de condutores inabilitados, notadamente os menores de idade;
·           Serviço de entrega domiciliar da correspondência, que há anos se arrasta demandando uma solução, o qual, segundo os CORREIOS depende da ação da câmara de vereadores de nomear ruas, e da prefeitura de colocar placa e numeração nas casas, por quanto, a documentação e o endereço residencial são condições básica da cidadania; isto fica muito evidente na época do CENSO DEMOGRÁFICO. Além do que, individualmente o usuário é quem sabe o desconforto, e o sacrifício de ficar na fila do correio, e o prejuízo de perder ao prazo de pagamento das suas faturas e etc.;
·           Necessidade de implantar um serviço de transporte coletivo dentro do próprio município, a falta deste serviço deixa o povo a mercê da carona, do moto-taxi, e taxi, e quanto custa? Quem é que pode pagar? Resta andar a pé sob sol quente. A precariedade transporte coletivo à capital também merece consideração, posto que, freqüentemente Laranjeiras é citada nas colunas policiais por problemas ligados ao serviço de transporte coletivo insatisfatório para Aracaju;
·           Atenção a conservação dos espaços públicos: ruas, praças e edifícios públicos que precisam de cuidados, sobretudo, numa cidade histórica e turística como Laranjeiras; 
·           A qualidade da educação, basta conferir o desempenho dos alunos da rede municipal e estadual da nossa cidade nas provas de avaliação nacional, como a provinha Brasil e o ENEN, tudo isso passa pela remuneração dos professores que é motivo de insatisfação e reivindicação permanente;
·           Ampliar as possibilidades de lazer da cidade, que hoje estão restritas ao consumo de bebida alcoólica e de comidas “engordantes” a preço accessível, em conseqüência o sobre peso da população cresce a olhos vistos. Uma ou outra atividade cultural é sempre de participação restrita por falta de divulgação e formação adequada do público;    
·           A política de esporte, esta alternativa fundamental de lazer, está suplicando vida. Fomentar a prática dos esportes que sempre foram tradicionais em nossa cidade como o handebol, futsal, futebol de campo, masculino, feminino, juvenil e infantil, campeonatos municipais entre escolas e muito mais;  
·           Maior atenção para com atividades culturais, outra opção de lazer e trabalho. Estas são sempre anuais e pontuais. Também a necessidade de uma política eficiente de acolhimento ao turista, e a preservação do folclore, está a requerer o estímulo oficial adequado para que as futuras gerações continuem a cultivá-lo, e que ele possa ser um meio concreto de ocupação e renda permanente para a população;
·           Fomentar o desenvolvimento da zona rural e promovendo os pequenos produtores. A LEI GERAL DA MERENDA ESCOLAR estabelece que 30%, do que é consumido na merenda escolar, deva ser adquirido no município para estimular o pequeno produtor.
Muito mais questões que estão a requerer a responsabilidade social dos políticos da palha da cana, podem ser formuladas e, como já foi referido são tarefas da Câmara de Vereadores no sentido de legislar sobre elas, como também, fiscalizar a ação da prefeitura.  
Então considerando o que diz o Educador Paulo Freire: a consciência social se constrói na luta. E a reflexão é uma forma de luta, ESSA DEVE SER A RESPONSABILIDADE SOCIAL DA JUVENTUDE LARANJEIRENSE, para tanto, é necessário o conhecimento da historia para lhe poupar da mesma armadilha que caíram os “MUCAMOS DA PALHA DA CANA”, se perdendo nas ações individuais de auto-preservação. O conhecimento da historia é fundamental para a construção da consciência social, porque como diz um chavão: “quem não conhece a historia está condenado a repeti-la”.
Uma questão final se coloca: qual é o futuro do domínio político da palha da cana? Diante:
I-                     Da eminência da reforma política;
II-                   Das exigências de transparência nas contas públicas;
III-                  Da presença do Ministério Público;
IV-                 Da informatização do processo eleitoral;
V-                  Da lei de responsabilidade fiscal;
VI-                 Da elevação e crescimento intelectual da população como um todo;
VII-               Da existência de outros programas do governo federal de incentivo ao desenvolvimento social de Laranjeiras.
Não tem jeito! Não há futuro para o domínio político da Palha da Cana.  Entretanto, alguém poderá dizer que ele, o domínio da palha da cana, achará um jeito de permanecer no poder, pois como já dizia o físico Newton: a cada ação corresponde uma reação igual e contrária, ele encontrará um jeito de sobreviver, ainda assim, estaremos diante de uma questão geracional que naturalmente passará, e nós, os jovens TEMOS A RESPONSABILIDADE COM ESSE FUTURO QUE QUEREMOS E DEVEMOS CONSTRUIR.
Laranjeiras, agosto de 2011
Movimento antipalhadacana
www.laranjeirasse.com

2 comentários:

  1. A PALHA DA CANA NÃO É BANDEIRA DAS MAL GESTÕES APESAR DA COINCIDÊNCIA DOS NOSSOS GESTORES SEREM ORIUNDO DELAS... A PALHA DA CANA É UM DISCURSO PÍFIO DEMONSTRADO CLARAMENTE NAS URNAS E NA OPINIÃO POPULAR, A CRÍTICA DEVE SER FEITA AOS APROVEITADORES DO REGIME POLÍTICO DE LARANJEIRAS QUE É VOLTADO PARA ALGUMAS POUCAS FAMÍLIAS E NÃO A CULTURA DA CANA, ESSA É A MINHA OPINIÃO!

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  2. Que seria do artista se nao tivesse com uma platéia, no futebol a arquibancada é o décimo segundo jogador, acrítica aqui é bem vinda, é isso que desejamos que alguem pare e pense, reflita, e você é um dos nossos, está cumprindo seu papel historico democrático de se posicionar, de criticar. Nao estamos buscando UNANIMIDADE nas nossas ideias, estamos querrendo que a sociedade aprenda a pensar os problemas sociais, o que da legitimidade ao processo democrático é a constetaçao, esperamos que você passe tua opiniao adiante.

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