LARANJEIRAS um "Muséu a Céu Aberto"

domingo, 23 de outubro de 2011

Museu A Céu Aberto VIII


“PARLEZ – VOUS FRANÇAIS”[1]  OH! POVO DE LARANJEIRAS

“Si vous avez besoin d'informations touristiques s'il vous plaît aller au bureau d'information touristique de la municipalité de Laranjeiras"*. « BUREAUX DE INFORMAÇÃO TURÍSTICA »

“...Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões...
"Minha pátria é minha língua"....
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim
Em pó,
O que quer,
O que pode esta língua?...”
(Língua – Caetano Veloso)
Fonte: Google imagens


É assim que Caetano sente a língua portuguesa e nós, Movimento Anti Palha da Cana, também. A Prefeita da Palha da Cana e sua Secretaria de Cultura, por certo, não sentem assim, ambas recorreram a uma palavra francesa, “BUREAUX”[2], como se na língua portuguesa, a língua de Camões, não houvesse uma palavra adequada para expressar a mesma idéia: departamento, agencia, escritório, balcão, etc...
Essa observação vem em razão da crítica feita pelo Secretario de Cultura Municipal da nossa cidade ao Movimento Anti Palha da Cana, na Câmara de Vereadores, de que, este movimento não sabe o que é uma “SENZALA”, pelo mesmo ter apelidado o “Centro de Artesanato de “SENZALINHA””. Sendo que o próprio não se deu conta de que estava utilizando uma palavra estrangeira para nomear órgão público, e este é precisamente destinado a cuidar do Patrimônio Cultural Laranjeirense. Além do mais, com uma concordância bilíngüe – plural do substantivo francês + singular do substantivo português que fere nossos ouvidos Tupiniquins. O que não diria Oswald de Andrade e os Modernistas de 1922 a esta demonstração de colonialismo cultural “DEMODÉ”[3]? 89 anos atrás eles se surgiram contra essa conduta resultando na SEMANA DE ARTE MODERNA (1922). Recentemente os países de portuguesa assinaram o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa para unificar e fortalecer nosso idioma e evitar fatos dessa natureza.     

O Movimento Anti Palha da Cana é povo de Laranjeiras, e este povo não precisou ter freqüentado uma universidade fazendo um curso de História para saber intelectualmente o que é uma SENZALA. O povo de Laranjeiras sabe o que é uma senzala “No corpo, Na alma e No coração”[4]. A idéia de senzala está na sua memória histórica afetiva, no seu inconsciente coletivo. Está simbolicamente nos edifícios remanescentes da época colonial, nas casas de sacadas, portas e janelas largas e altas, paredes sólidas com eira e beira, moradas dos senhores e dos ricos. Tudo isso, em contraste, com as casinhas baixas, portas e janelas, parede meia, morada dos pobres, assim como são na Vila Ione, nas residências dos trabalhadores das fazendas, nos conjuntos: Paulo Hagenbeck, Mutirão, José Franco – popular Inferninho, Albano Franco – o conhecido Corre Nú -, as “SENZALAS DO SÉC XX”. Invasão, favela são coisas que o povo faz porque precisa morar, mas construir morada popular com DINHEIRO PÚBLICO nestes moldes mostra uma visão de mundo presa no passado, no tempo da escravidão.
As crianças laranjeirenses crescem construindo sua consciência social, pisando e escorregando nas pedras dos calçamentos feitos pelos escravos, espiando pelas treliças que ventilavam os porões onde eles eram mantidos, participando ativamente do teatro de rua mais famoso do Brasil, o “Lambi-Sujo e os Caboclinhos”, cuja participação se da muitas vezes na alegria ingênua e juvenil de desafiar o chicote do feitor, assistindo o combate entre “negros e índios” com a inevitável histórica derrota dos escravos, além de presenciarem todos os dias o retorno dos trabalhadores dos canaviais cansados cobertos de suor e fuligem, vendo e ouvindo as historias que o povo conta, circulando pelas estradas entre os grotões hoje desmatados do refugio de escravos fugidos do Povoado Mussuca.
O apelido jocoso SENZALINHA à vista do edifício do Centro de Artesanato NÃO FOI GRATUITO NEM DESPROPOSITADO, é conseqüência da desconfiança com que o povo recebe tudo que vem da Palha da Cana, também, por evocar lembranças doloridas de um tempo que a Palha da Cana parece não querer deixar passar, e o humor é uma forma inteligente de lidar com os problemas, já dizia Aristóteles na “Poética” e Umberto Eco em “O Nome da Rosa”.  
Centro de Artesanato popular: Senzalinha

Aquele vão aberto, aquelas treliças, aquelas portas altas do Centro de Artesanato lembrou a SENZALA da “Novela Sinhá Moça da TV Globo”. A idéia dessas duas construções - Centro de Artesanato e Birô – ainda que possa sugerir a intenção de manter a harmonia do conjunto arquitetônico Centro Histórico não justifica que devessem ser construídas nos moldes do período colonial. Preservar o patrimônio é uma coisa, reproduzir um modelo de construção daquela época dá o que pensar. Qual intenção? Cultivar a idéia de submissão na memória do povo de Laranjeiras? A Pirâmide de Vidro, no pátio, do Museu do Louvre, em Paris-França, representa uma fusão harmoniosa entre o Velho e o Novo, o Clássico e o Ultra Moderno[5], e é hoje um ponto de referência cultural na cidade de Paris. Então, havia outras possibilidades arquitetônicas do que aquela que ali está.
Museu do LOUVRE - Paris

Em suma: o Movimento Anti Palha da Cana é um exercício de cidadania e democracia participativa, mesmo porque, democracia representativa em nossa cidade, a gente se questiona onde ela está? Ou, por onde ela andou que não viu isto? O que fazia a Câmara de Vereadores que não discutiu esses dois projetos? Por esta e todas as outras razões é que o Movimento Anti Palha da Cana já disse que a Câmara de Vereadores de Laranjeiras é unanimidade Que está existindo para dizer: Amém! Amém! à prefeitura. Não cumpre a sua função pública para qual é destinada, portanto.

Laranjeiras, outubro de 2011
Movimento Anti Palha da Cana




Se você deseja informações turísticas, dirija-se ao birô de informações turísticas municipal de Laranjeiras. (tradução livre).

[1] Você fala francés?
[2] Alfabeto fonético internacional: [ƅΥʁ○]. No nosso bom português popular  mais ou menos: /birrô/
[3] Fora de moda
[4] Música: Fera ferida (Roberto Carlos)

22 comentários:

  1. SÃO ATITUDES EXTREMAMENTE BIZARRAS E VÃS. IMPRESSIONANTE É QUE O SECRETÁRIO DE CULTURA DEVE SER UMA PESSOA CULTA E NÃO CURTA. SÃO ESSAS PEQUENAS COISAS QUE PRECISAM SER MUDADAS EM LARANJEIRAS. ABAIXO A DITADURA E A COVARDIA.

    Em 24 de outubro de 2011 00:04, anti palhadacana escreveu:

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  2. Parabéns pelas suas colocações, mas não fique incomodada com o nosso atual secretário de cutura , pois ele não passa de mais um membro nobbre da classe funcional (analfabetos)que os nossos governantes insistem em formar por toda nossa Pátria Amada Brasil, já que só assim conseguem se manter no poder.

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  3. Não sou Laranjeirense mas vivi anos em Laranjeiras e depois fui embora e agora retornei. É simplismente estarrecedor que quando você volte a cidade continue exatamente a mesma coisa, estagnada, parada, congelada no tempo. Essa prefeitura da palha da cana está de parabéns por sua tamanha incompetência,ineficiência, ignorância, demência, jumência em não desenvolver uma cidade histórica e importante como Laranjeiras, no estado de Sergipe. Não acrescentaram nada, nada, nada, nada e nada mais. Troféu para a pior admistração do mundo vai para: a prefeitura da palha da cana de Laranjeiras, Sergipe, Brasil! Palmas. (HC)

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  4. Rapaz... que povo broco é esse que coloca um parquinho no fundo da senzalinha colado com o rio? Tá esperando acontencer uma tragédia com alguma criança pra poder tomar uma providência? Não está vendo que parques infantis têm que ser em áreas seguras? Só essa prefeitura burra e esses vereadores zero a esquerda pra permitir uma coisa dessa. Rezem muito pro santo anjo do senhor proteger esses inocentes que vão brincar no parquinho no fundo da senzalinha, eu hein?

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  5. Concordo com o cometãrio sobre o parquinho. Também sou mãe e achei uma imprudência construir uma área de lazer destinada a criança no fundo da senzalina.

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  6. Faço minhas as palavras desse "HC" e JUMÊNCIA arrasou hauahauaua...além de usar o dinheiro público para construir + uma senzalinha, ainda tem coragem de criticar quem fala?! é d++++pensam que ainda podem reprimir o povo é?! + menino!!!kd esse SANTO ANJO DO SENHOR QUE NAO POE JUIZO NA CABEÇA DA PALHA DA CANA QUE TANTO CHAMA POR ELE? sobre esse parquinho, Pergunto se eles criam os filhos deles pelas costas? RESPEITE O POVO SUA CORJA DE TAPADOS!!!!Isso vale aos vereadores puxa saco tb!!!! ASS:"SJL"

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  7. Criticar é muito fácil, necessário é fazer algo pela comunidade!
    Uma pergunta, quem já observou movimento feito por uma só pessoa? E ainda por cima anônima... Muito interessante!

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  8. Amigo (s),

    1- O uso de um PSEUDÔNIMO é muito lícito, séculos passados já se usam essa forma para expressar-se, protegendo-se assim da repressao da classe dominante, citando um exemplo dentre tantos: "OS INCONFIDENTES da Inconfidencia Mienira". Porém, neste caso, queremos que a ênfase caia somente sobre os temas que aqui sao expôstos, o que deve interessar são os problemas sociais, o social em si, não o individual como feito sempre por esses políticos que nada fazem para melhorar nossa cidade. Ninguém aquí quer se "aparecer" não, queremos é que nossa sociedade reflita o que vem acontecendo a décadas na nossa cidade.

    2-Quanto a fazer algo pela comunidade, creemos que este trabalho de conscientização social é um "ALGO", posto que, ajuda a sociedade a ver de uma maneira consciente, já que, como já viam os gregos antes de Cristo, que de tanto ver o mesmo é difícil enxergar o estranho.

    3- Você acredita mesmo, que este Movimento está cosntituído por uma única pessoa? Não seja ingênuo. Além do mais, temos os "só" leitores, leitores que nos enviam textos e leitores que comentam, todos esses já fazem parte deste movimento, que a cada dia vem crescendo.

    ISSO É EXECER A CIDADANIA. PARABÉNS POVO DE LARANJEIRAS!


    ASS: Movimento Anti Palha da Cana.

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  9. Quando vi eles reformarem o prédio que hoje é o tal do Bureaux eu pensei "olha que maravilha, estão recuperando o prédio antigo"... ledo engano. Depois que eu vi o prédio já reformado e com o novo nome, me veio a cabeça "oxe, não era ali uma padaria? Eu lembro que ali era uma padaria, até já comprei pão lá. E agora isso é um bureaux? O que é isso?! Em francês ainda mais. Que péssimo!!! Concordo plenamente com o autor do texto, será realmente que não há nenhuma palavrinha se quer no português que possa realizar a mesma função de bureaux. Seja lá o infeliz que teve essa idéia achando que deve ser chique ou sofitiscado colocando um termo frances se mostrou ser mais uma pessoa anti patriota.
    Foi eu que disse

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  10. Outra pergunta, e Aracaju, que é capital e é bem maior, tem um bureaux de informações turísticas? São Cristovão tem? E por que Laranjeiras tem que ter isso se nem incentivo para o turismo há por parte da administração local? Eu acho que isso é muito cacique pra pouco índio. Será que há uma pesquisa para saber o quanto o turismo realmente representa para a cidade a ponto de dedicar um prédio e toda essa despesa que ele gera para algo não tão significativo assim para a cidade? Até agora eu não vi nenhum benefício trazido pelo turísmo, e não me diga que a tal da senzalinha é um incentivo porque aquilo ali é uma tragédia monumental e não alavanca o turismo da cidade. Cadê esse fluxo que turistas tão grande assim a ponto de sustentar esse aparato que é o tal do bureaux e senzalinha? Qual é o retorno? Quem está ganhando com isso, porque que eu saiba ninguem melhorou de vida em Laranjeiras com esse turismo até agora. Nem devem ter feito um planejamento para isso, aposto que simplismente fizeram sem antes realizar um estudo para saber se compensa ou não. Essa administração não dá uma dentro. Primeiro não recupera a cidade e o que construiu até agora foi absurdo. E como ninguem erra sozinho, cade os vereadores para fiscalizar, questionar e discutir isso tudo? Não é possivel que não tenha um vereador qualificado para avaliar esses projetos.
    Obrigado a todos do movimento anti palha da cana por esta iniciativa, agora Laranjeiras tem voz, e fala alto.
    Eu também disse

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  11. Alem de reformar um predio que se chama "burrô" sei là, ainda põe o nome de uma mulher de sobrenome "Linhares" q nunca vi dizer que morou aki, ao invés de colocar o nome de alguem q fez pela cultura local, daí fica homenageando como sempre as oligarquias. aff... è desestimulante!!!!

    GSC<M

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  12. A questão arquitetônica é sempre polemica, bom que se discuta. A forma, a utilização, vão de acordo com os que estão exercendo o fazer – o poder. Quando uma criança desenha é natural que a linguagem, independente do que expresse, ou da impressão que cause, seja “criança”.

    Tenho gostado de enxergar soluções, tão importante quanto detectar questões. O fato é que se, por um lado, temos administrações corruptas e arcaicas sem capacidade de criar espaço democrático e participativo, por outro lado, temos a “rede”, temos a universidade: UFS, UNIT e outras, com seus cursos presenciais ou não, ou semi’s. Aí, se surge um debate sobre arquitetura, que se atravesse a rua e se convoque e marque data para duelo público em auditório na universidade:
    . vamos chamar “burros de informação” ou balcão...,
    . até que ponto cabe à Laranjeiras arroubos futuristas tais quais à futurística pósposParis?
    . iremos avançar rumo ao futuro ou iremos nos digladiar com as nossas limitações tupiniquins?

    Com o texto se abre a crítica e a moçada deleita e rola. O conjunto crítico é formado então, mais. Independentemente da correção ou equivoco.

    O “blog” instrumento válido e de enorme utilidade. Este, somente à rebelião dos ônibus de fogo comparável.

    Max Franco
    Venceremos!

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  13. A história se repete, quando era inconveniente e não tão rentável mantê-los como escravos, largaram à sua própria sorte, das senzalas às favelas.
    Agora cada governo municipal que se sucede executa perversamente... utilizando-se de diversos recursos, como através de associações fantasmas, feitas exclusivamente para servir á captação de recursos públicos com fins sociais... o esvaziamento de suas senzalas – seus arruados de trabalhados – criando novos bairros favelas periféricos, lançando seus jovens, pouco ou nada instruídos, à própria sorte. Muitos destes jovens que, agora, já andam montados em motos, com ação e fama ganhando estado afora, droga, roubo e assassinatos...

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  14. GSC, sua observação está perfeita, em pleno séc. XXI, a palha da cana continua nomeando órgaos públicos com personalidades da classe dominadora, sendo que temos varios nomes afrodescendentes que construíram e preservam nossa cultura, a exemplo de:Profª Edite Vinhas, D. Umbelina, Seu Julião, Seu Oscar, Seu Raminho, Joao Sapateiro, o próprio Joao Mulungú, um herói negro que nem é lembrado, e tantos outros...

    o que fez essa senhora pela nossa cultura para merecer estar estampada num órgao público??? Teve escravo???? POis é...Laranjeiras ainda vive num COLONIALISMO DISFARÇADO...

    QUANDO NOSSO POVO LARANJEIRENSE VAI ACORDAR E EXPULSAR ESSA CORJA DO PODER MUNICIPAL?

    Ass: Josi (FIA)

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  15. Parabéns,as criticas feitas são verdadeiras e oportunas. Alguém saberia dizer quanto custou aos cofres públicos a "SENZALINHA"?? Temo que os gastos tenham sido maiores que os da construção de um palácio.Quando as criticas incomodam é um bom sinal, continue firme nesta empreitada, um forte abraço. LAURÊNCIO LISBÔA.

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  16. a verdade sempre atinge essas pessoas que não tem nada haver com a nossa cidade. detona elas mais um pouco, só assim elas vão respeitar os laranjeirenses.

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  17. É preciso ter cautela em certas argumentações.

    O fato de a arquitetura antiga de Laranjeiras ter sido fruto de uma sociedade opressora não quer dizer que precisemos, hoje, rejeitá-la. A cidade, ainda bela (apesar de todos os problemas) está aí para ser vista e vivida por todos. As ruas e praças são públicas e todos podemos vivê-las, em dia de festa ou todo dia. Vamos tomar posse de Laranjeiras, ou deixar a cidade somente vinculada à memória de uma aristocracia que nem mais mora no centro?

    Não é porque cidades ricas e estrangeiras metem cacos de vidro em seu passado que nós somos obrigados a repetir isso.

    O Centro de Artesanato pode não ser muito bonito, mas não engana ninguém: qualquer pessoa que entenda um pouco de arquitetura vai perceber imediatamente que ele não é cópia de nada colonial, é apenas discreto, como o lugar pede.

    Na mesma Laranjeiras, temos o exemplo da UFS que soube usar aço e uma boa arquitetura contemporânea, nos lugares certos, sem entrar em conflito com o conjunto da cidade. A questão é saber onde e como fazer esse tipo de coisa.

    Será que um prédio de aço inox e vidro, no meio do calçadão, vai se harmonizar com o lugar, ou vai brigar com todos os sobrados à sua volta?

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  18. Mil vezes pior que a construção do centro de artesanato em frente à rodoviária é o cachaçodromo que se criou na praça de eventos. Será que não poderíamos criar um conjunto de quiosques, tipo “orla” com boa arquitetura, com estacionamento, com estudo e projeto turístico, em convenio com o sebrae, SENAC, BNB, UFS (arquitetura)?

    Olha, eu acho legal a venda de artesanato, a comida da Tina, acho até que colocaria um toldo do lado de fora com mezinhas com guarda-sóis elegantes. Acho também que a padaria do Barroso ter virado um centro de informações turísticas, sede da secretaria de cultura e uma pequena galeria normal, legal. Mudaria o nome, como colocaria um forro de gesso e uma puta iluminação na galeria.

    Max Franco

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  19. Sobre o comentário de Juliano Carvalho.
    Caro Juliano,
    Acho que você não entendeu o texto acima que você leu. Então vou tentar aqui explicar pra você direitinho: Olha, ninguém disse que é pra construir um prédio de aço e vidro no meio do calçadão ou em qualquer parte de Laranjeiras. Foi mencionado outras possibilidades arquitetônicas e usaram o museu do Louvre como exemplo para ilustrar justamente isso, ele "representa uma fusão harmoniosa entre o Velho e o Novo, o Clássico e o Ultra Moderno". E o que fizeram em Laranjeiras, intencionalmente ou não, foi construir um prédio discreto como você mesmo disse, e como uma senzala deve ser, ou já viu senzala chamar atenção? Presta mais atenção da próxima vez que ler de novo que você vai entender.
    HC

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  20. A situação de Laranjeiras é periclitante, muito similar ao Bruzundanga de Lima Barreto, onde uma elite aristocrata egocêntrica manda no povo, povo este sofrido e que se conforme com o sofrimento, e que se vende por qualquer migalha.
    Sem mais delongas, a única causa desta situação que nós, laranjeirenses, nos encontramos é devido ao povo, que mesmo com uma força inigualável com capacidade de alavancar ou destronar um governo, se submete aos mandos e desmandos desta elite. Se pelo ao menos o povo tivesse conhecimento de sua força; Laranjeiras não estaria parada no tempo, sob o governo de alcaides estúpidos e egoístas, enquanto houver uma minoria intelectual, eles permanecerão!

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  21. A mesa está posta!

    ou as diversas comunidades componentes da nação Laranjeirense se orientam em sentido e direção, compreendendo o jogo político que se estabelece quando de uma eleição... e arrebenta os currais votando em propostas de avanço democrático e libertário, ou mais uma vez veremos os mesmos outra vez comendo o mesmo banquete de bebes podres e feridas mofadas.

    Não acho que a arquitetura colonial tenha outra razão que a falta de criatividade arquitetônica. Já a estratégia política orquestrada a cada pleito eleitoral sim, esta vem com o propósito de consolidar o poder econômico através do controle do fluxo de recursos do município. É claro que a política, sendo um jogo de poder... leve à vitória quem realize poder. Ou vai ganhar a luta o mais fraco, o mais desprovido de astúcia, o mais santo? Será que Jesus O Cristo se safava de ir à cruz se tudo acontecesse na Laranjeiras atual. Será que o Lula venceria uma eleição para prefeito na Laranjeiras esta, sem a ajuda do Pinheiro?

    O cara é pirado, ou ta querendo aparecer.

    Acho que com o estágio de desenvolvimento cultural vivido ou experimentado pelo nosso povo, agora em Laranjeiras, muito dificilmente conseguiremos avançar muito. Daí bater na mesma tecla: mais escola, melhores escolas, mais salário para os mestres, mais computadores, mais rede, mais cursos técnicos, mais cursos universitários, já! ...enfermagem, letras, pedagogia, a população é quem deve escolher.

    Educação, educação, educação!

    Mais escola pública e privada!
    Apoio aos estabelecimentos de ensino privados, também!

    Apoio ao teatro, à dança, ao folclore!

    A Cimesa e a Fafen devem apresentar seus projetos de Fundações Culturais, vamos barganhar com seus IPTU’s.

    Vamos bater na mesma tecla: alfabetização verdadeira para os adultos. Não engulo a balela de que esta geração está perdida.

    Viva Laranjeiras!


    Max Franco

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  22. "A PALHA DA CANA", não simboliza tão somente uma frase que ecoa nas ruas, guetos, praças, salas, quintais, corredores, feiras, babas, sorveterias, porta de igrejas.
    A PALHA DA CANA é úm sistema politico, que corrompe, oprime, engana, concentra explora. É a força do capitalismo selvagem, destruidor.
    A PALHA DA CANA é o combustivel que mantem a burguesia laranjeirense a se perpetuar no poder.
    A PALHA DA CANA é chicote que machuca, a mãe, o pai o filho, que não pediu para nascer, mas que promove o padecer na porteira da fazenda, quando o coral de senhoras sofridas entoam a melodia de natal. Mãe me dê uma esmola por amor de Deus.
    A PALHA DA CANA é o exemplo administrativo, que transfere a forma colonialista de se administrar seus patrimonios privados, para administrar o patrimonio do povo.
    A PALHA DA CANA - é o engano Romano. 8 anos de exclusão, pessima distribuição de renda, opressão insititucional, discriminação setorial e racial, perseguição a adversáarios ideologicos. E nos finais de ano ao invés de implementarem um Verdadeiro encontro Cultural, servem pão e circo e coloca no centro da festa MILHARES DE LARANJEIRENSES EM AREA DE RISCO.

    A PALHA DA CANA - é o maior exemplo de incompentencia de se aadministrar o patrimonio público. É receber milhões da petrobrás para fortalecer a receita financeira dos seus cofres, enquanta engana o povo com receitas que não da dignidade e saude social para seus eleitoreds.
    UM DIA A PALHA DA CANA será tão somente algo que o vento levou

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